Abro os braços ao ar vazio, indagantes, um como que grande provedor da demência. Aspiro largo como alguém. Detenho-me num sorriso desafiante, enquanto o tempo sonorífero me invade a estética.
Recolho-me numa larga cadeira de estar, e retraio os lábios num outro sorriso nostálgico e aborrecido. Chego aqui com a minha ponta humedecida, que se me depena escrita.
Contorno os charcos de mente, atravessando-os. Sou um enorme míudo aos pontapés na lama da noite, do alto do meu Vesúvio Lua. Detenho o súbito da insónia. A coroa de louros tempera a ribanceira abaixo de uma penosa idolatria chapinhada. E ambas fervem discretas...
O paragráfico do relógio é só mais um apetrecho. Visto-me de uns pés descalços, e sonho a rua e os pátios do alcance. Passam por mim as dobras vermelhas de uma margem aos poucos fluida, e procuro atravessar aos tropeções sem espalhafato.
A calma, a calma... Uma pirueta de alheio sem dança. Uma confluência dípolo de passado com futuro. O marco de uma estrada nele apoiada, nele repousante de extensão. A senha híbrida da refeição de bocados, uma pausa entrelaçada por lianas. Um urro distante e psicológico de selva surdina.
E desenrola-se... E ao frondoso se torna... E sublimiza-se a poeira melosa como um pequeno-almoço da apoteótica reflexão-dia de contrários. O premente pulso-próximo, alforreca a dar à praia, espuma de um efervescente espaçado e solene. Mas borbulha, rotineiramente...
Para quê? Retine a dormida. Exageros sem módico. O mole simples? O estável nulo? Para quê!
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
quinta-feira, junho 29, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
De dia 13 (madrugada):
Estarei cheio de vitalidade?
Sei lá.
Mas cheio de, é uma expressão detentora de bastante, senão na verdade, então na carga de expressão e de hábito que acarreta.
Mini-coisas mini-pensadas, assim.
Sinto qualquer coisa esquisita, uma simplicidade no enleio teatral das emoções ligeiras fortes, aquele ímpeto quase jovial, dirigido para nenhures, numa transparente aura de imaginativo primeiro.
Como se alguém colasse mais uma pastilha elástica em torno do elo menos frágil que baloiça, místico ainda.
Realço apenas, de caneta marcadora a carregar o lápis vago, o muito lado por que andei, a quase oposta instabilidade outra, aquela que não esta, dual sem fronteiras, equivalente a um certo nível, na pausa do desgarrado invísivel.
E falo de ter andado, porque isto é uma espécie de retorno, esta minha nova casa de intransigência da mente de firme tendência para o estúpido.
Desleixes da dor que se finge adormecida?
Um gongo que soa inconcreto a cada esquina, minuto, pressuposto, guião social.
Característica disto: a sensação imensa de dispersão quando me arrasto. A sensação de excesso e de desnecessário quando me procuro calmo dizer sem imediato.
O meio faz-se capa, o "não um" puxa idênticas quantidades, e as cotovias cantam algures, sem terem nada a ver com tudo.
Porque o som pensa que manda.
Estarei cheio de vitalidade?
Sei lá.
Mas cheio de, é uma expressão detentora de bastante, senão na verdade, então na carga de expressão e de hábito que acarreta.
Mini-coisas mini-pensadas, assim.
Sinto qualquer coisa esquisita, uma simplicidade no enleio teatral das emoções ligeiras fortes, aquele ímpeto quase jovial, dirigido para nenhures, numa transparente aura de imaginativo primeiro.
Como se alguém colasse mais uma pastilha elástica em torno do elo menos frágil que baloiça, místico ainda.
Realço apenas, de caneta marcadora a carregar o lápis vago, o muito lado por que andei, a quase oposta instabilidade outra, aquela que não esta, dual sem fronteiras, equivalente a um certo nível, na pausa do desgarrado invísivel.
E falo de ter andado, porque isto é uma espécie de retorno, esta minha nova casa de intransigência da mente de firme tendência para o estúpido.
Desleixes da dor que se finge adormecida?
Um gongo que soa inconcreto a cada esquina, minuto, pressuposto, guião social.
Característica disto: a sensação imensa de dispersão quando me arrasto. A sensação de excesso e de desnecessário quando me procuro calmo dizer sem imediato.
O meio faz-se capa, o "não um" puxa idênticas quantidades, e as cotovias cantam algures, sem terem nada a ver com tudo.
Porque o som pensa que manda.
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